TRADICIONAL
E MODERNO
Ourives une técnicas
novas e antigas na produção de jóias
- Por Luciana Fuoco
Nos
últimos anos, o Brasil viu crescer o número
de empresários que investem em bijuterias. A qualidade
das peças melhorou, assim como o trabalho dos artesãos.
Ao mesmo tempo, as grandes redes de joalheria se expandiram,
ofusacando os antigos ourives, que faziam peças exclusivas,
sob encomenda. Mas isso não significa que eles desapareceram.
O empresário
paulistano Raul Souza trabalha no ramo
de ourivesaria desde os 13 anos, quando aprendeu o ofício
com o pai, em sua oficina. A partir disso, passou a fazer
consertos e a prestar serviços para joalherias maiores.
Com o tempo, aprimorou as técnicas e decidiu investir
em uma empresa própria em 1998. "No início,
continuei trabalhando de forma terceirizada, até
que o negócio passou a exigir mais atenção.
Apostei no sonho, naquilo que acreditava. Fui contra praticamente
todos os conselhos que recebina época", lembra
Souza.
Atualmente, a
Oficina de Jóias oferece peças
para o público jovem, brindes corporativos, criação
e modelagem para a indústria joalheira, design e
produção de jóias personalizadas. "Tenho
compromisso com a qualidade. Por isso, os materiais usados
são sempre os melhores disponíveis",
garante Souza. "Ouro 18 quilates e Prata 950 são
os mais comuns, mas trabalho com qualquer tipo de metal
e gemas naturais ou sintéticas."
Dependendo do
pedido, a empresa conta com o apoio de profissionais terceirizados.
Souza faz encomendas para fornecedores de matérias-primas,
lapidários, fundições e especialistas
em acabamento e cravação de pedras. "Mas
é preciso ter um vasto conhecimento para delegar,
gerenciar e fiscalizar a qualidade do trabalho na hora da
entrega", alerta.
Há três
anos, ele tomou uma decisão que quase o levou à
ruína: abrir uma loja. Ao final da aventura, praticamente
desistiu do negócio e voltou a procurar emprego.
"Deixei meu currículo em todas as grandes joalherias
de shoppings de São Paulo. Compareci a algumas entrevistas,
mas o emprego não apareceu", conta.
A solução
foi reformular a proposta da empresa e voltar às
raízes. "Comecei tudo de novo, só que
de forma diferente", afirma Souza.
Para o empresário,
a aposta no público jovem, que é carente de
produtos específicos aqui no Brasil, tornou-se um
dos diferenciais da Oficina de Jóias.
Outro trunfo é a união entre as técnicas
tradicionais e as novas tecnologias disponíveis no
mercado. "Geralmente, quem fabrica só fabrica,
quem desenha só desenha, e assim por diante. Na minha
empresa, consegui unir todos esses atributos da produção
da jóia", afirma Souza.
Para os novos
empreendedores, o mais importante é oferecer peças
criativas e personalizadas. Souza lembra que é fundamental
conhecer as técnicas de fabricação.
Fonte: Revista
"Meu Próprio Negócio" - Ed. 49 -
Março/2007.